Zahlreiche Pannen: Weiterhin kein amtliches Endergebnis nach Landtagswahl in Hessen

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Schwarz-Grün in Hessen

Nach bisherigen Erkentnissen hat das Bündnis weiterhin eine Mehrheit im Landtag.



(Foto: dpa)

WiesbadenNach der Landtagswahl in Hessen herrscht weiter Rätselraten über das exakte Resultat. Das amtliche Endergebnis zu dem Urnengang vom 28. Oktober soll erst am 16. November nach einer öffentlichen Sitzung des Landeswahlausschusses verkündet werden.

Zu Problemen bei der Auszählung nahm Landeswahlleiter Wilhelm Kanther am Mittwoch in Wiesbaden erneut Stellung. Er sagte, ein langsames Computersystem habe in der Nacht nach der Wahl die Auszählung verzögert.

Der Leiter der Geschäftsstelle Wahlen in der Frankfurter Stadtverwaltung, Hans-Joachim Grochocki, sagte nach der Sitzung des Kreiswahlausschusses am Mittwoch, es sei in 28 der rund 490 Wahlbezirke noch einmal nachgezählt worden. Das sei eine ungewöhnlich hohe Quote. Als eine Ursache nannte er die Computerprobleme. Daher habe man zwischenzeitlich auf Papier umsteigen müssen und zunächst keine Plausibilitätsprüfung gehabt.

Unterdessen berichtet die „Frankfurter Allgemeine Zeitung“, dass es noch gravierendere Pannen gegeben habe als bisher vermutet. In Frankfurt seien noch weitaus mehr Stimmen falsch oder überhaupt nicht erfasst worden als bisher bekannt. In etwa einem Dutzend Wahlbezirken sei es zu Pannen gekommen. So seien die Ergebnisse von Parteien vertauscht, Zahlen verdreht und Stapel mit Stimmzetteln bei der Auszählung vergessen worden.

Verschiebung der Kräfteverhältnisse möglich

Unklar ist noch, ob es zu einer Verschiebung der Kräfteverhältnisse kommt. Kanther schloss nicht aus, dass nicht die Grünen, sondern die SPD die zweitstärkste Kraft sein könnten. Die Grünen haben nach bisherigem Stand 94 Stimmen mehr bekommen als die Sozialdemokraten. Eine Verschiebung könnte Folgen für mögliche Koalitionen haben. Derzeit laufen Sondierungsgespräche der Parteien in Hessen.

Die CDU gewann die Wahl nach vorläufigem Ergebnis mit 27,0 Prozent. Grüne und SPD landeten bei 19,8 Prozent. Die aktuelle Koalition bilden CDU und Grüne miteinander. Schwarz-Grün hat nach bisherigen Erkenntnissen auch wieder eine Mehrheit – wenn auch nur knapp.

Nikkei, Topix & Co.: US-Wahlausgang schiebt Fernost-Börsen an

https://www.handelsblatt.com/finanzen/maerkte/marktberichte/nikkei-topix-und-co-us-wahlausgang-schiebt-fernost-boersen-an/23592868.html

Tokio

Vor einer Anzeige der Börse Tokio.


(Foto: AP)

TokioErleichterung über den Ausgang der US-Kongresswahl hat den asiatischen Börsen am Donnerstag Auftrieb verliehen. Da größere politische Überraschungen ausgeblieben seien, sei die Unsicherheit am Markt gesunken und die Risikofreude habe wieder zugenommen, sagten Händler. „Diejenigen, die vor der Wahl vorsichtig waren und mit dem Kauf abwarteten, kaufen jetzt“, erläuterte Analyst Yoshinori Shigemi vom Finanzhaus JP Morgan Asset Management.

An der Tokioter Börse legte der Leitindex Nikkei im Vormittagshandel 1,8 Prozent auf 22.481 Punkte zu – auch ermutigt von positiven US-Vorgaben. Der breiter gefasste Topix gewann 1,9 Prozent auf 1683 Zähler. Der MSCI-Index für asiatische Aktien außerhalb Japans notierte 0,5 Prozent höher. Auch die chinesischen Märkte in Shanghai und in Hongkong sowie die südkoreanische Börse in Seoul lagen im Plus.

Für einen Dämpfer sorgte die Nachricht, dass Japans Maschinenbauaufträge im September einen Rekordrückgang im Vergleich zum Vormonat verzeichnet haben. Wie die Regierung der drittgrößten Volkswirtschaft der Welt am Donnerstag in Tokio bekanntgab, verringerten sich die Aufträge – mit Ausnahme der für Schiffe sowie solcher von Energieerzeugern – um 18,3 Prozent im Vergleich zum Vormonat auf 802,2 Milliarden Yen (6,2 Milliarden Euro).

Das ist der stärkste Rückgang seit Beginn vergleichbarer Daten im April 2005. Die Regierung führte dies jedoch auf eine Korrektur nach den beiden Vormonaten zurück, in denen die Maschinenbauaufträge deutlich gestiegen waren: Im Juli um 11 Prozent und im August um 6,8 Prozent.

Am Devisenmarkt in Fernost gab es wenig Bewegung. Der Euro trat bei 1,1427 Dollar auf der Stelle. Auch zur japanischen Währung notierte die US-Devise mit 113,67 Yen kaum verändert.

As 17 ações preferidas dos analistas para comprar em novembro

http://www.infomoney.com.br/onde-investir/acoes/noticia/7753195

Gráfico de ações

SÃO PAULO – Todo começo de mês, corretoras de investimentos e instituições financeiras elaboram uma seleção com as ações que acreditam ter bom potencial de rentabilidade no período.

 Para novembro, a favorita é Petrobras (PETR4), estatal presente nos segmentos de exploração e produção de petróleo em águas profundas e ultra profundas, além de refino, logística, comercialização e distribuição. 

O papel foi recomendado por 10 das 13 carteiras de investimentos analisadas pelo InfoMoney, substituindo a mais escolhida de outubro, a siderúrgica Gerdau (GGBR4), que caiu para a segunda posição.

A recomendação reflete um maior otimismo do mercado com relação ao “risco-Brasil” e com ações com alto beta, ou seja, maior expostas à recuperação da atividade econômica doméstica, assim como, a uma valorização do real e exposição a acordos comerciais, que devem ser concluídos no próximo governo. 

Para surfar essa onda de otimismo, os analistas estão optando por aumentar a exposição a ativos como empresas estatais, que se beneficiam de melhor governança corporativa e varejistas, que aproveitam a expansão do crédito, queda do desemprego e aumento da confiança do consumidor. Para investir nas ações mais recomendadas pelos analistas, clique aqui e abra uma conta na XP – é de graça!

A queda da taxa de juros de longo prazo também deve favorecer as concessionárias, visto que são empresas endividadas e já investem com uma taxa de retorno pré-definida. Também devem se beneficiar as locadoras de veículos. 

No setor de real estate, empresas como Cyrela estão bem posicionadas nos segmentos de classe média e baixa renda, além de possuírem um nível atrativo de valuation.

Além disso, a maior exposição ao mercado doméstico e o potencial de diluição do custo fixo deve beneficiar siderúrgicas, mineradoras e produtoras de commodity, como Usiminas, Vale e Gerdau. 

Abaixo, compilamos as 17 ações mais indicadas pelos analisas, juntamente com aquelas recomendadas por três carteiras e mostram o apetite dos analistas para outros segmentos, como o do varejo. Acompanham também as justificativas para a escolha de cada um dos ativos que receberam no mínimo seis recomendações. Confira:

ações-out
*Dados obtidos com base nas carteiras recomendadas da XP Investimentos, Rico, BB Investimentos, Santander Corretora, Bradesco BBI, Socopa, Coinvalores, Spinelli, Terra Investimentos, Ágora, Guide, BTG Pactual e Carteira InfoMoney. 

 

Petrobras (PETR4)

A Petrobras é um dos ativos mais expostos ao risco-Brasil e se beneficiou com a vitória de Bolsonaro. De acordo com a Rico, a recomendação de compra deve-se a cinco fatores: i) à diminuição do risco de que uma nova política de preços de combustíveis seja adotada; ii) à venda de ativos, que contribui para reduzir a dívida; iii) ao nível atual de preços do petróleo cotado no mercado internacional; iv) à possibilidade de recebimento de recursos com a Cessão Onerosa e v) à expectativa de bons resultados futuros.

B3 (B3SA3)

A bolsa de valores brasileira é destaque na carteira por deter uma participação bem consolidada nas plataformas de negociação e pós-negociação de ativos financeiros, assim como por captar importantes sinergias da combinação com a Cetip. Vale destacar que, apesar de estar exposta e se beneficiar de um ambiente otimista, a B3 também é considerada defensivo, uma vez que possui uma importante diversificação de receitas.

Gerdau (GGBR4)

A siderúrgica Gerdau possui uma importante participação no mercado externo e ainda que tenha participação relevante nas operações nacionais, o negócio (venda de aço) está indexado ao preço global da commodity, se beneficiando com a valorização do dólar. Ao mesmo tempo, o papel está exposto ao risco-Brasil, uma vez que tende a apresentar uma recuperação de margem no com a melhora da construção civil no país.

Banco do Brasil (BBAS3)

A posição em Banco do Brasil reforça o otimismo dos analistas sobre o setor bancário brasileiro, assim como sobre as estatais, que devem se beneficiar por boas práticas de governança corporativa e foco em rentabilidade.

A expectativa dos analistas é que haja um crescimento das concessões de crédito nos próximos trimestres que, juntamente com a melhora da qualidade de ativos de todo o sistema, deve criar um ambiente propício para o crédito retomar seu papel na recuperação econômica brasileira.

Itaú Unibanco (ITUB4)

As recomendações de compra baseiam-se no fato do Itaú ser um negócio rentável e bem posicionado no setor, principalmente por conta dos ótimos resultados apresentados nos últimos trimestres

Além disso, o banco é referência em controle de despesas e eficiência no setor, o que reforça o caráter defensivo do papel em caso de volatilidade no cenário nacional. Outro motivo é a perspectiva de retomada da economia, priorizando a estabilidade e até queda da taxa de inadimplência.

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Localiza (RENT3)

Os analistas estão otimistas com o cenário de médio e longo prazo para a locadora de veículos. Os motivos para tal sentimento são: tamanho e posicionamento de mercado (garantindo vantagens competitivas), posição de caixa favorável e ótimo histórico de execução operacional.

Fora isso, o setor está altamente exposto à atividade econômica, devendo se beneficiar com a queda dos juros e com a inflação controlada.

Os fundos de ações que mais lucraram em outubro; campeão subiu 29,5%

http://www.infomoney.com.br/onde-investir/fundos-de-investimento/noticia/7754961

Ações

SÃO PAULO – Em outubro, quatro fundos de investimento em ações conseguiram surfar muito bem a alta de
10,19% do
Ibovespa, superando o “benchmark” e subindo mais de
20% no mês.

Dada a volatilidade e clima de otimismo do mercado no período, quem apostou em aplicações mais “apimentadas” e expostas ao “risco-Brasil” se deu bem.

Além do Alaska Black, Moat Capital e Az Quest, que possuem estratégias mais arrojadas e historicamente costumam trazer boas rentabilidades, outros como Flag e Vista também surpreenderam, trazendo ganhos de até 29,5% no período.

É válido lembrar que, por serem mais arriscados, esses fundos possuem mais volatilidade, ou seja, é preciso ter estômago para aguentar os meses em que o fundo não performa tão bem. 

Em outras palavras, da mesma forma que o investidor corre o risco de ganhar cerca de 30% em um mês, também corre o risco de perder muito quando a bolsa cair.

Em entrevista concedida a Ana Laura Magalhães, especialista em investimentos e fundadora do blog @explicaanaHenrique Bredda, gestor do Alaska Black, considerado um dos mais arriscados e com melhor desempenho do mercado, explicou que o fundo conta com a flexibilidade de venda de juros, dólar e índices. O gestor também afirmou que gosta de ações “baratas e com exposição a mercados cíclicos”. 

Confira, abaixo, os 10 melhores fundos de ações de outubro disponíveis na plataforma da XP Investimentos. Para investir, clique aqui e abra uma conta na XP

Fundos  Rentabilidade no mês
Flag FC FIA  29,5%
Alaska Black FIC FIA BRD Nível I 27,9%
Moat Capital FIC FIA  24,32%
Vista FIA  22,66%
Az Quest Top Long Biased FC FIA  16,81%
XP Dividendos 30 FC FIA 15,48%
Leblon Ações FC FIA 15,37%
Kapitalo Tarkus FC FIA 15,2%
Az Quest Small Mid Caps FC FIA 14,87%
ARX Long Term FC FIA 14,83%
Fonte: Plataforma XP Investimentos

 

Bolsonaro neutraliza STF com a escolha de Sergio Moro como ministro

http://www.infomoney.com.br/blogs/jogo-das-regras/post/7755412

Sergio Moro_Reuters

Com a Câmara e o Senado substancialmente renovados nesta eleição de 2018, o maior desafio para o Governo Bolsonaro concentrou-se no STF (Supremo Tribunal Federal), que é justamente o único poder da República que não se renova na base de eleição de direta.

Esse cenário é duríssimo para o Bolsonaro por uma razão muito simples: todos os atuais Ministros do STF foram nomeados pela classe política que subiu ao poder com a redemocratização a partir das eleições parlamentares de 1986, a chamada Geração 86, e que nunca mais saiu do Governo Federal. E é justamente essa classe política que Bolsonaro derrotou e quer manter afastada do poder.

O ponto é que o antagonismo entre Bolsonaro com a velha política e o STF não é apenas pessoal e de interesses. É também ideológico, diz respeito a valores e crenças. E isso tem potencial para fazer com que o jogo político seja difícil nos próximos anos. Vou explicar a questão ideológica.

Foi a Geração 86 que elaborou a Constituição Federal de 1988, e que com essa Constituição vem governando o país desde então. A Constituição é o vínculo ideológico que une essa classe política, da qual fazem parte toda a burocracia do Estado e até mesmo os Ministros do STF e os dos demais Tribunais Superiores.

Na prática, a Constituição vem servindo como uma espécie de regimento interno de um clube (classe política), do qual somente participa quem segue suas regras e valores. No linguajar da Constituição estão valores socialistas como “desenvolvimento social”, “desigualdades regionais”, “função social da propriedade”, “direitos sociais” e outras ideias vendidas como boas e salvadoras, mas que são a raiz do nosso atraso, pura e simplesmente porque não funcionam e porque são pretextos para o aumento infinito da burocracia e do Estado. O Brasil é o país dos “especialistas em distribuição de pobreza” por causa desses conceitos furados da nossa Constituição.

Essa Constituição, enfim, tem dois problemas, que dificultarão a Governo Bolsonaro:

– é hostil contra os militares, não pelo que está dito, mas pelo que não está dito (não atribui papel relevante às Forças Armadas no combate ao crime organizado e aos grupos terroristas, nem no policiamento das fronteiras e das imensas reservas florestais, que são justamente um importante habitat natural do crime organizado e dos terroristas);

– é ideológica, no sentido de que tem a pretensão de mudar o mundo com o “social” (justiça social, função social, desigualdade social), sendo que os Ministros do STF acreditam que eles mesmos seriam atores importantes para a realização dessa mudança, inclusive ativamente, mesmo quando o Congresso não legisla a respeito – e daí vem a ideia de “ativismo judicial”.

Um detalhe: nos últimos 30 anos, somente ocupou cargo civil relevante no serviço público federal brasileiro quem fez discursos agressivos abertos contra os militares (Forças Armadas e Polícias Estaduais). Ou seja, desde que os militares saíram do poder, ninguém virou no Brasil chefe nem mesmo de um simples almoxarifado sem pagar o pedágio de falar mal da Ditadura, contar histórias de perseguições políticas ou criticar a Lei de Anistia.

E é esse o perfil de servidores públicos que o Bolsonaro encontrará em Brasília: antimilitaristas e ideólogos socialistas. E esse conjunto de ideias também foi usado para selecionar a grande maioria dos Ministros do STF que temos hoje – em maior ou menor grau, todos eles são antimilitaristas (antipáticos a militares) e sociais-democratas. 

Bolsonaro representa tudo aquilo que os Ministros do STF foram programados, desde seu processo de escolha, para combater. É militar (da reserva), defende a propriedade privada, confia mais na cadeia do que na ressocialização do preso e é pragmático (no sentido de que não acredita em ideologias).

Além do mais, todos os Ministros do STF são profundamente ligados à velha classe política, que Bolsonaro derrotou nessas eleições. O choque entre Bolsonaro e o STF, portanto, seria praticamente inevitável, e vimos nos últimos dias “ensaios” vindos dos Ministros nesse sentido em discursos diretos e indiretos contra ele.

Mas Bolsonaro deu um passo forte para neutralizar essa rejeição do STF ao seu Governo: trouxe para sua equipe alguém que, hoje, é muito mais do que uma pessoa – é uma instituição. Sergio Moro hoje é uma figura pública muito maior do que o STF, por mérito pessoal dele (que combateu eficientemente os bandidos amontoados na classe política, encarcerando vários deles – o que parecia ser impossível) e também por demérito institucional do STF e pessoal de alguns Ministros (que vacilaram e vem vacilando em julgamentos-chave para a Lava Jato, além de virem soltando bandidos semanalmente, e ainda estarem montando o circo da soltura do Lula com o re-julgamento da prisão em segunda instância).

Se fizermos uma pesquisa hoje junto à população, Sergio Moro apareceria como alguém com muito maior popularidade do que o STF, não é? Popularidade significa poder, porque é um indicador do lado que a população ficará em situações de grave conflito. E se “instituição”, em termos políticos, significa órgãos que concentram poder, podemos dizer que hoje o Sérgio Moro é uma instituição, e uma instituição muito maior do que o STF.

Além da sua popularidade, Sergio Moro é um jogador competente, prudente, paciente. Sabe apresentar-se perante o STF sem entrar em conflito aberto e seu histórico de êxito na manutenção de suas decisões no STF é de muito maior êxito do que de perdas. Essas eleições, aliás, demonstraram que Sergio Moro fez sozinho a Reforma Política que o Brasil precisava: colocar na cadeia bandidos que estavam fantasiados de políticos. E fez isso sem ter poder para mudar as leis. Jogou com as regras que tinha,

Desde a aceitação do convite por Sergio Moro, já passamos a observar maior comedimento dos Ministros do STF nas críticas públicas ao Bolsonaro. É bem verdade que há uma minoria radicalizada de 4 Ministros no STF, empenhada em salvar a velha classe política. Mas os demais Ministros agrupam-se em duas classes: 5 mais pragmáticos do que ideológicos e 2 mais ideológicos do que pragmáticos. E esses últimos 7 Ministros são antipáticos ao crime e usam a razão que se espera de um juiz em momentos-chave para a vida nacional.

A escolha do Sergio Moro fez com que Bolsonaro conquistasse maioria no STF (7 a 4), capaz de neutralizar, em termos relevantes, a oposição política desse Tribunal ao seu Governo. Haverá tentativas dos perdedores da velha política de usar o STF como trincheira para fazer oposição, mas o Sergio Moro vai saber lidar com isso e tirar de letra, evitando o confronto aberto. Apenas discussões marginais serão problemas (cotas, reservas indígenas, autonomia universitária, a soltura de um bandido ou outro, etc), mas nada que afete a governabilidade ou políticas públicas relevantes.

O STF não é mais uma barreira intransponível para o Bolsonaro. Passou a ser um problema “administrável”. E isso foi alcançado com a escolha de Sergio Moro. 

Alexandre Pacheco é Advogado, Professor de Direito Empresarial e Tributário e Doutorando/Mestre em Direito.

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